domingo, 31 de janeiro de 2016

Velhos são os trapos




Como todos sabemos a população europeia está a "ficar Velha", devido à diminuição de nascimentos. 
Consciência do Ser sente que uma das áreas a que deve dar extrema atenção é a tudo o que diz respeito aos idosos.
Primeiramente, ser idoso na nossa sociedade (consumista, exigente no ter, individualista, etc) está a tornar-se um estigma negativo. A falta de Consciência por parte da maioria das pessoas, de que, muitos dos direitos dos quais usufruem hoje em dia, vêm de uma luta das gerações anteriores a nós, portanto dos "velhos", muitas vezes vistas só como um peso para a família e para todo um sistema social.

Lamentavelmente, muitas pessoas sem tempo para os seus "velhos", fazem-no por falta de tomarem Consciência acima de tudo, da vida apressada, fria, calculista, consumista que têm. Uma vida sem lugar para emoções, sem sentimentos e sem empatia para com o outro, seja "velho" ou novo. Portanto, sem estarem conscientes de toda a maquinaria de que fazem parte para poderem sobreviver. Digo sobreviver, pois quem vive, tem espaço para o amor, alegria, para a luta pelos direitos humanos, e principalmente tiram tempo para os seus "velhos " e crianças.

Em relação aos lares e instituições que existem que dão apoio aos nossos "velhos" não estou aqui para julgar seja quem for, penso e sei por experiência profissional, que se estes organismos não existissem muitos "velhos" estariam à sua própria mercê , sem condições humanas de vida.
Não adianta culpar este ou aquele em toda esta história. O importante é tornarmo-nos Conscientes que temos o dever de cuidar bem dos nossos velhos. Sem o seu trabalho árduo, a sua luta diária, sem as suas convicções seriamos ainda mais vazios de ética do que aquilo que já somos.
Faço o apelo para que não demos lugar ao esquecimento das nossas raízes.

sábado, 30 de janeiro de 2016

MEDOS, quem não os tem?


Muitas vezes não actuamos nem andamos para a frente com as nossas vidas, porque o medo que sentimos nos bloqueia.
Sim, o sentimento “Medo” paralisa-nos a mente e o corpo.

Imagine-se ao atravessar uma estrada e que de repente aparece um carro a grande velocidade podendo atropelá-la.
Geralmente o que acontece é que o ser humano perante algo que o assusta fica totalmente paralisado pelo medo não podendo sequer mover-se.
Tornarmo-nos Conscientes do que o medo provoca em nós , será algo que nos pode ajudar a resolver muitas coisas que nos afectam pela negativa.

Sabiam que uma mulher que sofre de violência doméstica quando perde o medo do agressor, deixa de ser agredida?
Sabiam quando temos de tomar alguma decisão em nossas vidas, e pomos o medo de lado, somos invadidos por uma sensação de liberdade, que nos impulsiona para a acção?

Fomos socializados de uma forma errada. Aprendemos que devemos ter respeito por tanta coisa e pessoas, que esse respeito se transformou em medo.
Medo de falar com o patrão, pois posso ser despedido; medo de dizer ao médico que não aceito tomar uma certa medicação porque ele é que sabe ; medo de enfrentar o dia a dia porque vamos ter de lidar com este ou aquele, de lidar com isto ou com aquilo. Enfim poderia escrever milhares e milhares de situações que todos nós conhecemos em nossas vidas em que o medo não é nosso amigo.

Conheço pessoas que vivem no passado, porque têm medo do presente e do futuro. Interessante não é? O passado já não lhes dá a sensação de medo, pode dar sensações de arrependimento, de saudade, de alegria talvez, e vivem assim num tipo realidade/fantasia em que manipulam as suas recordações como bem lhes apetece.

Devemos dizer não ao medo.
É nosso inimigo, destrói-nos a nossa essência.
Está na hora de nos tornarmos CONSCIENTES  desse inimigo número um do ser humano.

SER CONSCIENTE  leva-nos a outro patamar da nossa existência. Enche a nossa alma de liberdade, justiça, amor e luz.
Que fazemos quando caminhamos num caminho com pedras? Afastamo-nos delas, pois sabemos que podemos tropeçar ou mesmo cair se as pisamos. Olhemos para o MEDO da mesma forma, afastemo-lo de uma forma consciente de nós.
Podem questionarem-se, mas como?
Basta perguntar a si próprio porque é que perante alguém, alguma situação ou decisão sente algo de estranho que não a deixa seguir em frente.
Seguir em frente pode significar,  dizer algo a alguém, fazer valer uma ideia ou pensamento seu, protestar por uma causa justa, ajudar alguém, enfim, coisas que nos acontece a todos nas nossas vidas.

Eu fui tratada muitas vezes por “maluquinha” porque desde muito nova dizia o que pensava sobre várias situações e decisões. Sempre me achei uma mulher sem medo, apesar na minha vida viver sob o medo, de perder este ou aquele que amava, de não querer ofender ninguém com o que dizia, de não me sentir segura com o que eu sabia, de ter de excluir pessoas que eu amava da minha vida, etc.
Nos últimos anos tornei-me mais CONSCIENTE dos MEDOS que me faziam sentir tão mal.
E tudo começou graças ao meu filho que um dia disse-me: “Mãe, pensa em ti, vive como queres viver, aceita-te como és, perdoa-te, e deixa a tua essência vibrar. Ama-te, não deixes nada nem ninguém perturbar a tua paz interior, mesmo sendo difícil,  mesmo até teres de perder ou afastar-te de certas pessoas que achas importantes na tua vida, fá-lo mãe, fá-lo”.
Fiquei chocada com as suas palavras. Eu uma mãe que lhe tinha dado como princípios de vida, o amor e o respeito pelo outro, se tinha tornado tão egoísta e só pensava em si. Não podia ser, não quero ser egoísta e senti uma dor terrível pelo meu filho se ter tornado egoísta.
Então ele disse apenas isto: Mãe não é nada disso. Tens de te amar, de te valorizar, tens de SER autêntica e assim sentirás a liberdade de amar e valorizar o que te rodeia. Afasta-te do medo que sentes disto ou daquilo e verás como tudo mudará em tua vida.
E não é que o meu filho tem razão… Aprendi a ouvir-me a mim própria, a perceber porque quero ou faço isto ou aquilo.
É uma luta diária mandar os meus medos passearem sem direito a voltarem, mas aos poucos tenho conseguido.
Isto é tornar-se CONSCIENTE do seu SER.
Finalmente ultrapassei o medo de estar aqui a escrever para si, de partilhar tudo aquilo que tenho aprendido na vida.

Obrigada por existir e querer juntamente comigo fazer esta caminhada de criarmos mais e mais a nossa Consciência de Ser.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Olá!


Olá, obrigada pela sua curiosidade em me conhecer e conhecer o meu projeto.
Chamo-me Graça Dantas e sou a responsável do Consciência do Ser. Sendo este um projeto de desenvolvimento pessoal e social.
Aos meus 40 anos de idade concluí a licenciatura em Educação Social. Esta licenciatura deu-me a possibilidade de fundamentar grande parte a forma como eu via que deveria ser (e desejava ver) a Intervenção Social no nosso país. Aprendi que sem respeito pelo o que o outro é e sem empatia (colocar-me no lugar do outro) todo o trabalho social não passa de assistencialismo ou ajuda humanitária em que quem dá e recebe estão em níveis diferentes e nunca de igualdade.

Sendo totalmente contra um sistema social em que as pessoas não passam de meros números e em que a empatia é inexistente entre o trabalhador social e o utente, propus-me criar algo novo em que o humanismo, o amor, o respeito, a empatia e a confiança são os pilares da criação deste meu projeto  Consciência do SER.

Viajei por diversos pontos do mundo.
A minha experiência profissional e pessoal, visão e forma de estar e lidar com a vida e os outros refletem as diferentes experiências vividas tanto na Holanda, como no Reino Unido e Canadá, países onde estudei e trabalhei.

Dizem que tenho uma personalidade calorosa, sou respeitadora, uma comunicadora nata e tenho uma forte empatia com os outros. Todas estas características estão presentes no meu trabalho e de certa forma valorizam a minha atividade profissional.
Durante anos trabalhei como voluntária em serviços de assistência social, como tradutora e como animadora sociocultural, tanto em organizações em Portugal como no estrangeiro.
Tenho vasta experiência como educadora social, formadora, monitora e relações públicas.
Fui organizadora e oradora do 1º Encontro Internacional sobre Violência Doméstica no Norte de  Portugal, para além de oradora em diversos encontros nacionais de Luta contra a Pobreza.
Recentemente tirei uma especialização em terapia de aconselhamento (Counseling) pessoal ou familiar.

Obrigada pela sua atenção.
Espero que este blogue sirva para a partilha de ideias e opiniões. 
Até sempre!