terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O que fazemos

O que é Counseling?
Counseling, que significa aconselhamento, é um processo de conversas terapêuticas que tem como objectivo ajudar uma pessoa a restaurar a autoconfiança e a auto estima. Ao fazer escolhas certas e apropriadas procura restaurar o seu equilíbrio e bem-estar. É uma forma prática e acessível de apoio para quem enfrenta uma crise pessoal, um momento delicado na vida, tendo como objectivo final ajudar a pessoa a ultrapassar esse período.

A Counselor (a conselheira) ouve atentamente e faz as perguntas necessárias para melhor poder aconselhar e ajudar a clarificar a situação exposta pela pessoa, os seus pensamentos e sentimentos, a perceber o que quer e precisa para melhorar ou alterar a sua situação negativa, a fazer as melhores escolhas, a quebrar hábitos tóxicos.

A counselor aconselha e orienta através de consultas personalizadas assuntos pessoais e familiares.

As conversas de apoio e aconselhamento são individuais e sempre realizadas por uma especialista em counseling e coaching, num contexto confidencial. Poderá expor qualquer tema que a preocupe ou sobre o qual tenha dúvidas.
As sessões/conversas duram entre 45 a 60 minutos. A frequência das conversas e a duração do apoio será combinado entre si e a conselheira.

Consciência  do Ser tem como actividade principal consultas de aconselhamento a nível pessoal ou familiar.
TLM 351 91 40 61 605 
E-mail: conscienciadoser16@gmail.com

O Consciência do Ser ofere conversas que mudam vidas.

Testemunho


Decidi colocar este texto de DANIELA GOMES, visto ser um testemunho de uma mulher consciente da vida, da doença que tem e do caminho que tem a percorrer. Uma mulher madura, que tem a capacidade de escrever este texto de uma enorme dimensão. Mulher directa em expor o que sente de uma forma fantástica, sem medo. Uma mulher lutadora que enfrenta o cancro com coragem, força, dignidade e lucidez.
É necessário desmistificar a doença “Cancro”. A pessoa que a tem dentro de si Não está Morta. Todos estamos sujeitos de um momento para o outro a morrermos. A morte é a única coisa certa para todos nós. Portanto, vivamos a vida na sua plenitude, respeitando-nos uns aos outros.
A maioria das pessoas não sabe lidar com quem tem esta doença, daí terem atitudes estranhas e descabidas.

TEXTO DE DANIELA GOMES que considero desde já uma vencedora.

Hoje decidi comunicar para todas as pessoas que andam a dizer que estou muito mal , apesar de cruzarem comigo na rua todos os dias , sorridente e bem disposta. Pois bem, aqui a morta viva, está muito bem, mas agradece a preocupação. Ter cancro é chato, esgotante e obriga a muitas mudanças na nossa vida … é verdade, sim senhor. Ter cancro é uma merda, mas ter cancro é tanto uma morte anunciada como atravessar uma rua e ser passada a ferro por um carro ou ser fulminada por um ataque cardíaco. Logo ter cancro, não significa obrigatoriamente estar morto! Quando temos cancro aprendemos que os dias maus da nossa vida, foram fáceis demais. O cancro faz cair sonhos, faz cair o número de amigos perto de ti, faz cair as tuas forças, faz cair os teus cabelos, faz cair as tuas pestanas, faz cair as tuas sobrancelhas, faz cair pelos em todos o teu corpo...menos os das pernas, porque para te sentires mulher tens que ter algo para depilar. No cancro da mama, podes perder o peito, podes perder gânglios, podes perder a sensibilidade nos teus pedaços, podes perder noites de sono porque o teu corpo dói, mas não te perdes a ti. Curiosamente, a cada passo duro que dás, há algo em ti que encontras. Por vezes sentimos que não 
podemos sorrir na rua, porque estamos a ofender o mundo que nos conhece pelo andar. Mas se mostramos nos olhos e na voz, os dias em que estamos tristes, ferimos quem está perto demais. Ter cancro, transporta-nos para o limbo dos sentimentos. Tudo é intenso e adquire mais significado nesta luta. Quando estamos dentro dela, não temos tempo para pensar que é pena estar doente , os nossos dias são feitos a empunhar as armas que a ciência nos dá. As batalhas são constantes e deixam marcas, mas a recompensa merece o nosso empenho e sacrifícios. Respirar, olhar todos os dias para aqueles que mais amamos, sentir frio e ouvir o coração bater é a tua doce recompensa. A tua imortalidade é feita de momentos e das tuas conquistas, mas humildemente é feita das tuas perdas e das tuas prisões. Fiz quimioterapia, fiz cirurgia e brevemente farei radioterapia e hormonoterapia... Não porque estou a morrer, mas sim porque estas são as minhas armas para destruir esta doença e viver muito mais. Se me dissessem, não há mais nada a fazer ou para lutar... aí sim, podia dar-me ao luxo de cruzar os braços. Mas a essas pessoas, explico … peço desculpa, mas não é este o meu caso. O meu silêncio devo-o, à vontade de descansar da última batalha vencida, de querer ocupar a mente com vontades terrenas, de precisar de recuperar o corpo para a próxima guerra. Por isso, digo a certas pessoas que da próxima vez que as encontrar na rua, vou acenar e dizer-lhes: Ei, olha a morta-viva aqui! Tudo bem? 

domingo, 31 de janeiro de 2016

Velhos são os trapos




Como todos sabemos a população europeia está a "ficar Velha", devido à diminuição de nascimentos. 
Consciência do Ser sente que uma das áreas a que deve dar extrema atenção é a tudo o que diz respeito aos idosos.
Primeiramente, ser idoso na nossa sociedade (consumista, exigente no ter, individualista, etc) está a tornar-se um estigma negativo. A falta de Consciência por parte da maioria das pessoas, de que, muitos dos direitos dos quais usufruem hoje em dia, vêm de uma luta das gerações anteriores a nós, portanto dos "velhos", muitas vezes vistas só como um peso para a família e para todo um sistema social.

Lamentavelmente, muitas pessoas sem tempo para os seus "velhos", fazem-no por falta de tomarem Consciência acima de tudo, da vida apressada, fria, calculista, consumista que têm. Uma vida sem lugar para emoções, sem sentimentos e sem empatia para com o outro, seja "velho" ou novo. Portanto, sem estarem conscientes de toda a maquinaria de que fazem parte para poderem sobreviver. Digo sobreviver, pois quem vive, tem espaço para o amor, alegria, para a luta pelos direitos humanos, e principalmente tiram tempo para os seus "velhos " e crianças.

Em relação aos lares e instituições que existem que dão apoio aos nossos "velhos" não estou aqui para julgar seja quem for, penso e sei por experiência profissional, que se estes organismos não existissem muitos "velhos" estariam à sua própria mercê , sem condições humanas de vida.
Não adianta culpar este ou aquele em toda esta história. O importante é tornarmo-nos Conscientes que temos o dever de cuidar bem dos nossos velhos. Sem o seu trabalho árduo, a sua luta diária, sem as suas convicções seriamos ainda mais vazios de ética do que aquilo que já somos.
Faço o apelo para que não demos lugar ao esquecimento das nossas raízes.

sábado, 30 de janeiro de 2016

MEDOS, quem não os tem?


Muitas vezes não actuamos nem andamos para a frente com as nossas vidas, porque o medo que sentimos nos bloqueia.
Sim, o sentimento “Medo” paralisa-nos a mente e o corpo.

Imagine-se ao atravessar uma estrada e que de repente aparece um carro a grande velocidade podendo atropelá-la.
Geralmente o que acontece é que o ser humano perante algo que o assusta fica totalmente paralisado pelo medo não podendo sequer mover-se.
Tornarmo-nos Conscientes do que o medo provoca em nós , será algo que nos pode ajudar a resolver muitas coisas que nos afectam pela negativa.

Sabiam que uma mulher que sofre de violência doméstica quando perde o medo do agressor, deixa de ser agredida?
Sabiam quando temos de tomar alguma decisão em nossas vidas, e pomos o medo de lado, somos invadidos por uma sensação de liberdade, que nos impulsiona para a acção?

Fomos socializados de uma forma errada. Aprendemos que devemos ter respeito por tanta coisa e pessoas, que esse respeito se transformou em medo.
Medo de falar com o patrão, pois posso ser despedido; medo de dizer ao médico que não aceito tomar uma certa medicação porque ele é que sabe ; medo de enfrentar o dia a dia porque vamos ter de lidar com este ou aquele, de lidar com isto ou com aquilo. Enfim poderia escrever milhares e milhares de situações que todos nós conhecemos em nossas vidas em que o medo não é nosso amigo.

Conheço pessoas que vivem no passado, porque têm medo do presente e do futuro. Interessante não é? O passado já não lhes dá a sensação de medo, pode dar sensações de arrependimento, de saudade, de alegria talvez, e vivem assim num tipo realidade/fantasia em que manipulam as suas recordações como bem lhes apetece.

Devemos dizer não ao medo.
É nosso inimigo, destrói-nos a nossa essência.
Está na hora de nos tornarmos CONSCIENTES  desse inimigo número um do ser humano.

SER CONSCIENTE  leva-nos a outro patamar da nossa existência. Enche a nossa alma de liberdade, justiça, amor e luz.
Que fazemos quando caminhamos num caminho com pedras? Afastamo-nos delas, pois sabemos que podemos tropeçar ou mesmo cair se as pisamos. Olhemos para o MEDO da mesma forma, afastemo-lo de uma forma consciente de nós.
Podem questionarem-se, mas como?
Basta perguntar a si próprio porque é que perante alguém, alguma situação ou decisão sente algo de estranho que não a deixa seguir em frente.
Seguir em frente pode significar,  dizer algo a alguém, fazer valer uma ideia ou pensamento seu, protestar por uma causa justa, ajudar alguém, enfim, coisas que nos acontece a todos nas nossas vidas.

Eu fui tratada muitas vezes por “maluquinha” porque desde muito nova dizia o que pensava sobre várias situações e decisões. Sempre me achei uma mulher sem medo, apesar na minha vida viver sob o medo, de perder este ou aquele que amava, de não querer ofender ninguém com o que dizia, de não me sentir segura com o que eu sabia, de ter de excluir pessoas que eu amava da minha vida, etc.
Nos últimos anos tornei-me mais CONSCIENTE dos MEDOS que me faziam sentir tão mal.
E tudo começou graças ao meu filho que um dia disse-me: “Mãe, pensa em ti, vive como queres viver, aceita-te como és, perdoa-te, e deixa a tua essência vibrar. Ama-te, não deixes nada nem ninguém perturbar a tua paz interior, mesmo sendo difícil,  mesmo até teres de perder ou afastar-te de certas pessoas que achas importantes na tua vida, fá-lo mãe, fá-lo”.
Fiquei chocada com as suas palavras. Eu uma mãe que lhe tinha dado como princípios de vida, o amor e o respeito pelo outro, se tinha tornado tão egoísta e só pensava em si. Não podia ser, não quero ser egoísta e senti uma dor terrível pelo meu filho se ter tornado egoísta.
Então ele disse apenas isto: Mãe não é nada disso. Tens de te amar, de te valorizar, tens de SER autêntica e assim sentirás a liberdade de amar e valorizar o que te rodeia. Afasta-te do medo que sentes disto ou daquilo e verás como tudo mudará em tua vida.
E não é que o meu filho tem razão… Aprendi a ouvir-me a mim própria, a perceber porque quero ou faço isto ou aquilo.
É uma luta diária mandar os meus medos passearem sem direito a voltarem, mas aos poucos tenho conseguido.
Isto é tornar-se CONSCIENTE do seu SER.
Finalmente ultrapassei o medo de estar aqui a escrever para si, de partilhar tudo aquilo que tenho aprendido na vida.

Obrigada por existir e querer juntamente comigo fazer esta caminhada de criarmos mais e mais a nossa Consciência de Ser.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Olá!


Olá, obrigada pela sua curiosidade em me conhecer e conhecer o meu projeto.
Chamo-me Graça Dantas e sou a responsável do Consciência do Ser. Sendo este um projeto de desenvolvimento pessoal e social.
Aos meus 40 anos de idade concluí a licenciatura em Educação Social. Esta licenciatura deu-me a possibilidade de fundamentar grande parte a forma como eu via que deveria ser (e desejava ver) a Intervenção Social no nosso país. Aprendi que sem respeito pelo o que o outro é e sem empatia (colocar-me no lugar do outro) todo o trabalho social não passa de assistencialismo ou ajuda humanitária em que quem dá e recebe estão em níveis diferentes e nunca de igualdade.

Sendo totalmente contra um sistema social em que as pessoas não passam de meros números e em que a empatia é inexistente entre o trabalhador social e o utente, propus-me criar algo novo em que o humanismo, o amor, o respeito, a empatia e a confiança são os pilares da criação deste meu projeto  Consciência do SER.

Viajei por diversos pontos do mundo.
A minha experiência profissional e pessoal, visão e forma de estar e lidar com a vida e os outros refletem as diferentes experiências vividas tanto na Holanda, como no Reino Unido e Canadá, países onde estudei e trabalhei.

Dizem que tenho uma personalidade calorosa, sou respeitadora, uma comunicadora nata e tenho uma forte empatia com os outros. Todas estas características estão presentes no meu trabalho e de certa forma valorizam a minha atividade profissional.
Durante anos trabalhei como voluntária em serviços de assistência social, como tradutora e como animadora sociocultural, tanto em organizações em Portugal como no estrangeiro.
Tenho vasta experiência como educadora social, formadora, monitora e relações públicas.
Fui organizadora e oradora do 1º Encontro Internacional sobre Violência Doméstica no Norte de  Portugal, para além de oradora em diversos encontros nacionais de Luta contra a Pobreza.
Recentemente tirei uma especialização em terapia de aconselhamento (Counseling) pessoal ou familiar.

Obrigada pela sua atenção.
Espero que este blogue sirva para a partilha de ideias e opiniões. 
Até sempre!